Lançado pela Editora Suma, com tradução de Andréa Costa, Quatro Estações é um livro com quatro contos de Stephen King, separados nas quatro estações do ano. A divisão é a seguinte: Primavera Eterna - "Rita Hayworth e a Redenção de Shawshank"; Verão da Corrupção - "Aluno Inteligente"; Outono da Inocência - "O Corpo"; e Inverno no Clube - "Método Respiratório".

Durante minha leitura de Dança Macabra, meu livro de cabeceira do Stephen King, que eu leio já faz três anos e tento acompanhar as referências que ele cita, me deparei com Algo sinistro vem por aÃ, livro de Ray Bradbury lançado em 1962. Na hora me senti atraÃda e queria muito ler o livro. Enfim, o momento chegou.

Quando pensamos em Weird Fiction, pensamos em nomes como H.P. Lovecraft, Ambrose Bierce, Algernon Blackwood, entre tantos outros autores que publicaram em revistas como a própria Weird Tales, etc. São os nomes que mais chegam até nós quando jogamos a palavra "weird fiction" no google. O que por vezes nos esquecemos, ou acabamos ignorando, assim como em todos os outros subgêneros dentro do horror ou ficção cientÃfica, é a presença feminina nesse meio.

Repensar criaturas clássicas do terror pode parecer um trabalho fácil, mas não é. Por serem monstros consolidados na ficção, muitas vezes alguns elementos importantes de suas histórias são deixados de lado.
Em 1896, Bram Stoker publicou o que viria a ser o grande modelo de vampiro para o século seguinte. Baseado em uma série de histórias de outros vampiros, algumas lendas estranhas do leste europeu, e com um enorme fundo polÃtico, Drácula se tornou um dos grandes livros de terror da história.
A graphic novel Floresta dos Medos, de Emily Carroll, lançada pela DarkSide Books com a tradução de Bruna Miranda, é uma obra daquelas de ler de uma vez, antes de dormir, com a luz fraca.
Claro, isso não é uma regra, mas deixa tudo mais especial.

Um dos lançamentos mais aguardados da DarkSide Books recentemente foi o mangá do mangaká Nagabe, A Menina do Outro Lado (Totsukuni no Shoujo), que foi traduzido para o português diretamente do japonês por Renata Garcia.
FamÃlias disfuncionais e dramas familiares são temas recorrentes no terror. Afinal, o que melhor que uma reunião de famÃlia para que as coisas se tornem desastrosas?
Antologias de horror/terror me chamam atenção sem muito esforço. Não só por gostar muito de histórias curtas e contos, mas também porque, geralmente, quando se trata de uma antologia com diversos autores, o recorte feito pode gerar imensas possibilidades de descoberta.
Publicado recentemente na coletânea "Contos Clássicos de Terror", pela Companhia das Letras, temos finalmente mais uma obra de Shirley Jackson traduzida para o português. "A Loteria", conto publicado originalmente em 1948, e traduzido nesta edição por Débora Landsberg, é mais um dos escritos de Jackson que faz com que tenhamos certeza de que foi, e ainda deve ser, considerada uma grande autora de terror.
O texto a seguir pode conter spoilers leves.
Publicado em 2018 no Brasil pela DarkSide Books no selo DarkLove e com a tradução de Ana Death Duarte, Rastro de Sangue: Jack, o Estripador, é um livro de Kerri Maniscalco, autora norte-americana, nascida em Nova York (site da autora)
O livro conta a história de Audrey Rose Wadsworth, uma jovem da Inglaterra vitoriana, se passa em 1888 e acompanha (de forma ficcional e com algumas mudanças) um episódio bastante sangrento e cruel da história inglesa: a história do assassino Jack, O Estripador.
᠉ Parceria do Fright Like a Girl com a Editora DarkSide.

Sou uma grande admiradora de contos de terror. Criar uma atmosfera tensa e assustadora para poucas páginas é tão difÃcil quanto manter uma narrativa tensa e assustadora para muitas páginas, mas sinto certa satisfação ao ler algo que me tire o fôlego de uma vez, me atinja sem que eu perceba exatamente o que foi.
Foi o sentimento que tive ao ler A Bruxa do Olho de Vidro, de Maud Epascolato.
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| Trilogy of Terror, 1975 |
Sempre me perguntam se tenho alguma bibliografia para recomendar sobre teoria e terror. Gostaria de poder apontar uma extensa bibliografia, como quando se pergunta sobre história, filosofia ou questões mais gerais. Infelizmente o terror é uma questão um pouco especÃfica, e pode ficar ainda mais especÃfica dependendo do que te interessa.
Dizer que não conhece ou que não sabe chegar em mulheres que trabalham com terror já é algo absurdo. Dizer isso trabalhando na área é ainda algo pior (como naquele caso recente do Jason Blum). Pode parecer estranho ainda hoje, para algumas pessoas, que mulheres possam escrever sobre assuntos pesados, sobre gore, sobre morte, sobre destruição (mental e fÃsica) - sobre terror. Mas, ainda bem, que temos um time forte tentando recuperar escritoras antigas que foram apagadas por seu tempo e um time forte de mulheres de hoje que estão trabalhando incrivelmente bem com o gênero do terror. Quanto mais avançamos, mais fortes ficamos dentro dessa categoria, mais incomodamos por tomar este espaço que sempre foi nosso; e quanto mais mostramos que o terror não precisa ser um gênero que exclui e mata mulheres, quanto mais outros homens compreendem essas mudanças, mais alguns fãs antigos sugerem que o terror está morto.
Dando continuidade às festas de Halloween e ao projeto #RainhasdoGrito, temos uma entrevista especial hoje!
Mais uma semana de Outubro, trazendo mais indicações para vocês de autoras nacionais incrÃveis de terror!

Estamos no mês do Halloween! Talvez o melhor mês para os fãs de terror, o mês de Halloween nos inspira a consumir tudo que tenha monstros, bruxas, criaturas estranhas, coisas mÃsticas e tudo o mais. Por conta disso, mesmo esse sendo um blog que trata de terror 100% do tempo, eu procurei fazer algumas coisas diferentes, entrar em alguns projetos e etc. Um desses projetos é o All Hallow's Read, que tratá novidades incrÃveis semana que vem e vocês podem conhecer um pouquinho mais dele lendo essa postagem AQUI.
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| Season of the Witch, (1982) |
Muitas pessoas acham fascinante o mundo do terror mas sentem muito medo dos filmes, dos livros e dos jogos. A imersão nesse conteúdo é, por vezes, muito complicada; principalmente se você sente resistência ou teve péssimas experiências. Mas não precisa ser. Podemos fazer com que os filmes de terror e os conteúdos assombrosos sejam seguros e que todos possam desfrutar.

Nas últimas semanas escrevi sobre dois contos escritos por mulheres, no gênero de horror e com a temática de criaturas selvagens e perigosas: The Were-Wolf, de Clemence Housman, de 1896, sobre uma mulher lobisomem; e O Mistério da Campagna, de Anne Crawford, de 1887, sobre uma vampira.
Como seria maravilhoso se tivéssemos uma data especial para presentear as pessoas que gostamos com livros de terror, não é mesmo?
Pois temos.













