Desde que comecei a trabalhar com terror, acho que um dos materiais primordiais para entender e aprender sobre o gênero foram os documentários e livros especÃficos ― de bastidores ou de ensaios sobre o tema, de variados recortes, enfim.
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| Elegy for Moss Land, de Clarence John Laughlin |
O passado da maioria (senão todos) os paÃses colonizados é de guerras, sangue, tristeza, perda, e seres humanos subjugados. O sistema de escravidão deixou e ainda deixa muitas cicatrizes (e, sem dúvidas, muitas feridas abertas) na história da humanidade, principalmente da história negra, que sofreu e ainda sofre com uma série de horrores, tratamentos desumanos, entre tantas barbaridades.
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| Tale of Tales, 2015. |
Ao mesmo tempo que os contos de fadas se aproximam de narrativas épicas e de histórias de terror mais contemporâneas, elas se distanciam por particularidades. Narrativas épicas (ou romances de cavalaria) possuem heróis, e podemos aqui retirá-las do texto, pois nosso objetivo não está em compreende-las.
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| Trilogy of Terror, 1975 |
Sempre me perguntam se tenho alguma bibliografia para recomendar sobre teoria e terror. Gostaria de poder apontar uma extensa bibliografia, como quando se pergunta sobre história, filosofia ou questões mais gerais. Infelizmente o terror é uma questão um pouco especÃfica, e pode ficar ainda mais especÃfica dependendo do que te interessa.
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| The Witch, 2015 |
Existem filmes ruins. Muitos.
Filmes enfadonhos, medÃocres, filmes que trabalham com uma visão de mundo que não condiz com a realidade, cruéis, que se utilizam de velhos preconceitos para criar uma versão em entretenimento de coisas horrÃveis que nos acontecem. Mas nisso, e até nisso, o horror foi considerado transgressor: se utilizou muitas vezes de situações absurdas e ridÃculas para traçar um novo ponto de vista sobre acontecimentos. Alguns filmes de terror são cruéis, arrebatadores, destroem você de dentro pra fora; e por pior que ele seja, você retira algo dali.






