Sou uma grande fã do trabalho do Mike Flanagan. Já falei sobre ele aqui no blog uma vez, e desde que vi Hush, que foi o primeiro dele que vi, comecei a acompanhar seu trabalho. Para mim, a ideia de terror do Flanagan é muito semelhante a minha. Gosto da forma como ele utiliza os elementos insólitos e de medo para contar suas histórias, que geralmente são dramáticas e exploram o pior de nós mesmos. Sinto muito do King nele, e gosto muito das adaptações dos livros do autor que ele já fez. Doutor Sono, por exemplo, é um dos meus filmes favoritos, e todas as mudanças que ele fez me deixaram satisfeita. Também sinto um pouco de Shirley Jackson nele, e A Maldição da Residência Hill é uma das coisas que não me canso de ver. Já vi sete vezes a série completa (o que pra mim, que não sou muito de séries, é muito). Escrevi sobre as duas séries de The Haunting of (Hill e Mansão Bly) aqui.
Eu não costumo assistir séries. Não gosto muito de narrativas muito longas, me perco facilmente quando uma série tem muitos episódios. Mas, inevitavelmente, algumas séries escapam e acabam atraindo minha atenção. E eu iria ainda mais longe e diria que algumas séries parecem ter sido feitas pra mim. É uma visão meio narcisista das coisas, mas a verdade é que algumas séries reúnem tantos elementos que me são queridos que fica essa impressão.
Diferente daquela crítica do The Guardian, eu sou uma grande fã do horror. Como fã de horror, então, eu sei que o medo está em diversos outros lugares que não os lugares comuns, que não somente no susto ou que não somente no grito. Sei que os fantasmas não são assustadores por não existirem, e sim por serem pedaços de nós mesmos. E como fã de horror sei que se a chave da suspensão da descrença não estiver ativada, muita coisa não vai funcionar. E, ainda assim, pode não funcionar.

O revival de Twilight Zone do grande mestre do terror atual (e abro um parentese aqui só pra dizer que não, eu não posso economizar em adjetivos positivos para ele), Jordan Peele, está entre nós desde o dia 01 de abril.
Que Buffy passou por uma série de provações durante suas sete temporadas (e outras tantas nos seus quadrinhos), disso nós sabemos muito bem, sempre lidando com tudo de forma muito humana, cheia de falhas, perdendo e errando e morrendo como qualquer heroína adolescente que carrega o mundo nas costas.
Mas os acontecimentos de Once More, With Feeling talvez sejam os acontecimentos que trazem maturidade e colocam os episódios finais da série em um rumo antes pouco explorado.




