Todo dia um filme de terror: Semana 23



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A lista:


18 de junho: Addams Family Values (1993)

Direção: Barry Sonnenfeld

Tio Fester, que voltou para casa, está se sentindo muito sozinho. Ao se apaixonar pela nova babá dos Addams, vai perceber que nem sempre o amor é algo fácil (e que as vezes pode nem ser amor)

Eu amo A Família Addams. Esse é meu filme preferido, entre os dois filmes lançados no começo dos anos 1990. As cenas dos irmãos Addams no acampamento, Vandinha sendo Vandinha, gosto muito. Pretendo escrever um (ou dois) textos sobre A Família Addams nos próximos dias.



19 de junho: November (2017)

Direção: Rainer Sarnet

Em uma vila antiga na Estônia, os moradores utilizam magia e recursos folclóricos para sobreviver ao frio do inverno e aos problemas que vem com ele.

Eu to completamente apaixonada nesse filme. A forma da narrativa, o folclore estoniano, o visual que é belíssimo, a forma como eles trataram os temas do inverno, do frio, da peste... Tudo nesse filme me deixou encantada. Eu amo folclore, de uma forma geral (apesar de gastar menos tempo nisso do que eu gostaria), e esse filme é uma alegria enorme.



20 de junho: Fright Night (2011)

Direção: Craig Gillepsie

Remake do filme de 1985. Charley tem séries desconfianças de que seu novo vizinho é um vampiro. Seu amigo, sua mãe e sua namorada podem correr sérios perigos.

Esse filme tem algumas coisas interessantes, como a forma que o Peter Vincent, agora, se parece muito mais com uma versão de horror do Chris Angel, do que do próprio Peter Cushing + Vincent Price. Porém: o filme também tem uma série de problemas. Há uma maior objetificação das figuras femininas, como a Amy e as assistentes de palco do Peter Vincent (que não existiam na versão anterior), que aparecem de lingerie em todas as cenas. No geral, prefiro a versão anterior.



21 de junho: It (1990)

Direção: Tommy Lee Wallace

Feito como um filme para TV, It é um filme baseado no livro de mesmo nome de Stephen King. Na década de 1960, um grupo de pré adolescentes se veem aterrorizados por um palhaço assassino, Pennywise. 30 anos depois, esse palhaço retorna.

Eu gosto muito desse filme. Ainda não tive a chance de ler o livro (enorme o livro, mas vai dar certo), mas gosto bastante. O remake, com a primeira parte lançada ano passado, também está sensacional.



22 de junho: The Mummy (1999)

Direção: Stephen Sommers

Uma bibliotecária acaba entrando em uma tremenda enrascada ao buscar a cidade perdida de Hamunaptra com a ajuda de um ex soldado americano.

"Jéssica, mas esse filme não é de terror, não vale". Pois bem, a fronteira do terror é algo engraçado e interessante, e também muito tênue e fácil de ultrapassar. Talvez o elemento "múmia", nesse filme, e todas as suas maldições e mortes expostas diante de uma câmera, possam ser elementos que, em um filme com tom mais sério, poderia ser considerado terror. Minha questão maior, na verdade, é que seu antepassado The Mummy de 1935, produção da lindíssima Universal, é considerado horror; seu descendente, de 2017 (que é um filme que eu odeio), também é. Então, ninguém pode me culpar por colocar esse filme aqui, e é um dos meus filmes preferidos.



23 de junho: Personal Shopper (2016)

Direção: Olivier Assayas

Uma personal shopper (alguém que faz compras para uma pessoa que é muito ocupada/muito importante), médium, aguarda o sinal de seu irmão gêmeo, que faleceu, mas prometeu entrar em contato com ela após a morte.

O filme é interessante, tem elementos muito bons, a temática é interessante, mas acho que poderia ser melhor trabalhado em alguns casos. Pra não dar spoilers, eu diria que até metade do filme parece ser uma coisa, e dalí pra frente resolveram fazer outra. Se foi do próprio diretor para despistar possíveis interpretações e manter a surpresa, não tenho certeza se funcionou ou só deixou um pouco confuso. Mas, é um filme interessante.



24 de junho: Videodrome (1983)

Direção: David Cronenberg

O dono de um pequeno canal de TV descobre um programa que pode lhe garantir muito dinheiro. Porém, o programa não é o que parece ser.

É um filme desconfortável em diversos sentidos. Mas, a utilização de alguns recursos é compreensível. Explora muito a questão de você ser escravo de suas vontades, prazeres e desejos, e principalmente até onde a televisão deveria ir para prender atenção e o que ela deveria entregar aos seus telespectadores. O debate tá ali e você faz ele na sua própria cabeça, sem depender de algo mastigado na sua frente. É um bom filme, mas não é lá um filme muito gostoso de assistir (e nem deveria). Suponho que hoje tenhamos obras melhores para debater esses temas, mas mesmo assim, é um filme interessante.


Imagens retiradas do site IMDB.

Jéssica Reinaldo

Formada em História, escreve e pesquisa sobre terror. Tem um afeto especial por filmes dos anos 1980, vampiros do século XIX e ler tomando um café quentinho.

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