Todo dia um filme de terror: semana 6







Decidi assistir somente filmes de 2017 na semana 6. Tiveram umas produções interessantes ano passado que eu nem fazia ideia, então resolvi dar uma chance e ver o que estava acontecendo de bacana. Com exceção de Tragedy Girls e The Ritual (que é um filme da Netflix mas ainda não entrou no catálogo brasileiro), todos os outros podem ser vistos pela Netflix.

A lista:

18 de fevereiro: Tragedy Girls (2017)
Direção: Tyler MacIntyre

Duas amigas de infância querem fazer sucesso na internet, mas elas querem fazer sucesso na internet como lendas do terror moderno.
Eu confesso que queria muito assistir esse filme desde que me falaram dele. Porém, eu me decepcionei um pouco. Tinha potencial e tempo pra ser um filme com algumas coisas melhor trabalhadas, e não foram. O que é uma pena, porque realmente poderia ter sido um filme muito mais legal do que foi. Assassinato e sangue por assassinato e sangue não satisfaz todo fã de terror, e acho que alguns filmes tem se esquecido disso. Mas gostei demais das atrizes, espero que elas façam outros trabalhos no gênero.




19 de fevereiro: El Bar (2017)
Direção: Álex de la Iglesia

Um homem é assassinado na frente de um restaurante, e um grupo de pessoas se encontram juntos e presos aguardando para descobrir o que está acontecendo.
Eu gosto do que o Álex faz. O outro filme dele que assisti, El dia de la Bestia, tem um humor semelhante a esse. É uma situação extrema, onde você se encontra reunido a pessoas que desconhece e precisa fazer de tudo para não partir pra selvageria, e mostra o pior de cada um. Eu gostei bastante do filme. Uma das cenas, inclusive, me deixou absurdamente assustada, graças a uma agonia que tenho.




20 de fevereiro: The Ritual (2017)
Direção: David Bruckner

Após a morte de um amigo, quatro homens decidem fazer uma trilha pela Suécia, mas não imaginavam que iriam encontrar um terror antigo por ali.
The Ritual acaba tomando uns rumos estranhos que eu confesso que não esperava, até porque eu estava muito curiosa para assistir, mas não sabia nada sobre ele. Mas gostei do que vi, acho que é um filme interessante, tem alguns elementos bacanas.




21 de fevereiro: Temple (2017)
Direção: Michael Barrett

Três jovens vão até um templo afastado no Japão, onde coisas horríveis aconteceram e continuam acontecendo.
Uma das coisas que eu percebo (e um monte de teórico também) no terror ocidental, quando ele envolve temas orientais, é colocar parte dessa cultura como exótica e perigosa, e é uma das coisas que mais acontecem quando fazem um filme de americanos viajando para o Japão. Deveria haver um subgênero desses, inclusive. Mas isso é papo pra um texto maior.
O filme não é de todo ruim, tem coisas interessantes, mas também não dá pra dizer que é um filme muito bom. É mediano.




22 de fevereiro: The Disappointments Room (2017)
Direção: D.J. Caruso

Uma família se muda para uma mansão após algo trágico acontecer com sua filha caçula. Porém a casa guarda um quarto secreto com uma história horrível.
Eu gosto da Kate Beckinsale, e eu sempre torço para que ela consiga um papel decente em algum filme de terror. Tem algumas coisas muito interessantes nesse filme, mas que foram pouco exploradas. No geral, achei um filme bom.




23 de fevereiro: The Bye Bye Man (2017)
Direção: Stacy Title

Três amigos se mudam para uma casa, mas acabam descobrindo uma entidade maligna.
Eu esperava mais. Acho que estava com a expectativa muito alta, mas esperava mais. Na verdade, o filme não é ruim, mas o personagem do Bye Bye Man parece algo tão bacana pra ser mexido, dava pra explorar mais a entidade, não sei. Eu gostei da ideia por trás dele, da loucura provocada, do lance do “não pense, não diga”, e talvez por isso gostaria de vê-lo mais em tela (até porque é o Doug Jones, então né)




24 de fevereiro: Clinical (2017)
Direção: Alistair Legrand

Uma psicóloga tenta retornar ao trabalho depois de um incidente com uma paciente.
Apesar de ter gostado do filme, eu preciso ser justa e dizer que ele é um bocado bagunçado. Algumas explicações que parecem coisas simples de serem feitas, mas que a gente sabe que não é. Enfim, é um filme mediano também, não tem nada de muito surpreendente, mas é uma boa história.




Essa semana agora estou tentando assistir adaptações do Stephen King dos anos 1980. Até agora o plano tem dado certo. Semana que vem tem o texto da semana 7.

Imagens retiradas do site IMDB.

Jéssica Reinaldo

Formada em História, escreve e pesquisa sobre terror. Tem um afeto especial por filmes dos anos 1980, vampiros do século XIX e ler tomando um café quentinho.

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