Todo dia um filme de terror: semana 1




Todo dia um filme de terror é um projeto pessoal, algo entre um desafio e um trabalho. Quando mais nova não me interessava pelo gênero. Então, não posso dizer, como a maioria dos pesquisadores e fãs, que o terror tem um espaço carinhoso na minha memória. O interesse mesmo surgiu depois dos 18 anos. Porém, o interesse por estudar terror e horror é ainda mais recente, de uns três ou quatro anos.



Ano passado fiz algumas tentativas desse projeto, pra conhecer melhor esses filmes e saber com o que eu estava lidando, mas era brincadeira de férias. Esse ano eu decidi fazer disso algo mais sério, e fico feliz de ter completado essa primeira semana. Ao longo das outras semanas vou mudando os estilos dos filmes: podem ser filmes que eu já vi e quero rever ou filmes que sejam clássicos e eu ainda não vi.
Essa primeira semana tiveram filmes mais antigos, sendo o mais velho de 1958 e o mais novo de 1982. Talvez a forma de postagem mude durante as semanas seguintes, mas decidi colocar a data assistida, o nome do filme, o ano em que ele foi lançado e seu diretor, com uma sinopse breve e algum comentário.
Obs: muitos dos filmes podem não ser exatamente de terror, vão ter alguns thrillers, suspense e talvez até filmes de categorias como drama, mas que, em uma chave maior, passem a ideia do terror/horror. A ideia dessas postagens semanais é muito mais um registro do que me aprofundar sobre os filmes.

14 de janeiro: The Fly (1958)
Direção: Kurt Neumann

Um cientista resolve fazer testes em uma máquina de teletransportes, mas acaba tendo sérios problemas ao entrar nessa máquina com uma mosca. Sua esposa faz o possível para ajudá-lo, mas acaba sendo acusada de assassinato, após ambos perceberem que não teriam saída.
Esse filme recebeu um remake em 1986 com direção de David Cronenberg, com Geena Davis e Jeff Goldblum no elenco (já escrevi sobre a personagem de Geena, Veronica Quaife, nesse link aqui). O remake tem suas diferenças pro original, mas no geral os elementos estão lá. Uma das semelhanças, inclusive, é a vontade das personagens femininas salvarem seus parceiros.



15 de janeiro: The Texas Chainsaw Massacre (1974)
Direção: Tobe Hooper
Cinco amigos viajam para o Texas e acabam dando de cara com uma família de psicopatas canibais.
Um filme que fazia tempo que eu precisava assistir. Mesmo tendo sido lançado tantos anos atrás, permanece um ótimo filme. Um filme bastante cru, bastante aterrorizante, e que traz uma das primeiras final girls do cinema.




16 de janeiro: What Ever Happened to Baby Jane? (1962)
Direção: Robert Aldrich

Baby Jane foi uma atriz mirim de muito sucesso. Infelizmente, ao crescer, seu sucesso já não era tanto. Sua irmã, entretanto, Blanche Hudson, se tornou uma grande atriz. Após um acidente de Blanche, Jane passa a cuidar dela.
Eu gostei demais desse filme. Baby Jane se tornou uma mulher muito amarga, e eu não esperava esse final. O relacionamento dessas duas mulheres (em cena ou fora dela) é algo conturbado que nos faz pensar sobre questões como a disputa feminina, agravado, talvez, pelo relacionamento familiar. Feud, série que pode ser vista pela Netflix, teve sua primeira temporada baseada no relacionamento conturbado de Bette Davis (Baby Jane) e Joan Crawford (Blanche Hudson) durante as gravações desse filme.




17 de janeiro: Let’s Scare Jessica to Death (1971)
Direção: John D. Hancock

Jessica, após retornar de uma internação em uma clínica psiquiátrica, resolve ir para uma fazenda com seu marido e um amigo, buscando uma vida tranquila. Encontram por lá uma mulher misteriosa chamada Emily, e Jessica teme que suas visões sejam seus problemas voltando a aparecer.
Foi um dos filmes que eu mais gostei de ter assistido durante a semana. Jessica sofre demais com suas visões, mas tenta se recuperar, mesmo que tudo esteja contra ela. É uma protagonista muito forte. Encontrei informações de que o filme foi baseado (sem créditos) na obra Carmilla, de Sheridan Le Fanu.




18 de janeiro: The Abominable Dr. Phibes (1971)
Direção: Robert Fuest

Vários médicos começam a morrer de formas estranhas e a Scotland Yard começa uma investigação para descobrir o que está acontecendo, até chegarem a Dr. Phibes, um cientista, médico e músico que está atrás de vingança.
Eu amo todos os filmes do Vincent Price, e sou lembrada disso todas as vezes que assisto algum que ainda não tenha assistido. Dos filmes dessa semana, porém, talvez o que tenha menor importância feminina, apesar de ser a morte de sua mulher que impulsiona a vingança de Dr. Phibes, que também conta com uma ajudante — que não fala em nenhum momento do filme, mas que o ajuda em seus planos e tem um final trágico.




19 de janeiro: Poltergeist (1982)
Direção: Tobe Hooper

Uma família passa a ser assombrada por poltergeists.
A sinopse parece genérica, mas o filme é maravilhoso. Tinha assistido poucas coisas do Tobe Hooper antes dessa semana, mas tanto The Texas Chainsaw Massacre quanto Poltergeist são filmes incríveis, que envelheceram muito bem e não tem o problema de ficarem datados. Os medos são diferentes, e os contextos também, mas os filmes continuam de uma qualidade imensa. Destaque para a personagem maravilhosa Diane Freeling, que é uma mãe incrível disposta a fazer TUDO pra salvar sua família.




20 de janeiro: The Omen (1976)
Direção: Richard Donner

A mulher do embaixador americano dá a luz a uma criança que não resiste ao parto, mas seu marido adota um bebê para substituí-la. As coisas começam a dar errado, porém, quando a criança demonstra uma certa afinidade com o mal.
The Omen é um filme muito simples, mas muito bom. Destaque para as mortes dos personagens, pois são incríveis.




Sem dúvida eu preciso destacar Let’s Scare Jessica to Death, Poltergeist e The Omen, que foram os filmes que fiquei mais feliz de ter assistido.

Pra Semana 2 a ideia é assistir filmes mais recentes, dos últimos três anos.

Imagens retiradas do site IMDB

Jéssica Reinaldo

Formada em História, escreve e pesquisa sobre terror. Tem um afeto especial por filmes dos anos 1980, vampiros do século XIX e ler tomando um café quentinho.

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